Metodologia

Um guia simples para ler notícias com mais contexto

O pontocego.news foi criado para ajudar você a enxergar como diferentes veículos cobrem o mesmo assunto. A ideia não é decidir por você, mas dar mais contexto para que você compare, questione e forme sua própria leitura.

Hoje o monitoramento acompanha 35 veículos ativos de 43 cadastrados. Todos estão listados nesta página, com o critério de cada classificação.

Evento

É um acontecimento noticiado por diferentes veículos. Em vez de mostrar várias manchetes soltas, agrupamos essas publicações para você comparar como o mesmo assunto foi tratado.

Cobertura

É o conjunto de fontes que falaram sobre um evento. Quanto mais lados aparecem na cobertura, mais fácil fica perceber diferenças de enfoque, prioridade e linguagem.

Ponto cego

É quando um assunto relevante aparece concentrado em apenas um lado do espectro. Isso não significa que a notícia é falsa ou verdadeira; significa que talvez ela não chegue até quem acompanha só outras fontes.

Fora do espectro

Dois tipos de veículo não recebem posição política: a imprensa de mercado, cuja pauta é setorial, e as agências de checagem, que afirmam algo sobre a veracidade de uma alegação — outro eixo. Eles aparecem na cobertura do evento, mas não entram nos gráficos nem no cálculo de ponto cego.

O que chamamos de espectro editorial

É uma forma simples de mostrar de quais campos vêm as fontes que cobriram um evento.

Esquerda

Veículos que costumam dar mais espaço a pautas, enquadramentos ou interpretações associadas ao campo progressista.

Centro

Veículos com cobertura menos concentrada nos polos ou que funcionam como ponto intermediário na comparação.

Direita

Veículos que costumam dar mais espaço a pautas, enquadramentos ou interpretações associadas ao campo conservador ou liberal.

Como ler os gráficos

As porcentagens mostram a distribuição das fontes que cobriram aquele evento.

Se um evento aparece com 80% à direita e 20% à esquerda, isso quer dizer que, dentro das fontes acompanhadas, a maior parte da cobertura veio de veículos ligados à direita.

Isso não torna o evento mais ou menos verdadeiro. O gráfico mostra presença de cobertura, não qualidade da informação.

Use esse dado como um sinal: quando a cobertura está concentrada, vale procurar o detalhe do evento e comparar como cada lado descreveu o assunto.

O que este produto não faz

  • O objetivo não é dizer em quem você deve acreditar.
  • O objetivo não é rotular uma notícia como boa ou ruim.
  • O objetivo é mostrar diferenças de cobertura para você perceber o que está vendo — e o que talvez esteja deixando de ver.

Como classificamos cada veículo

O rótulo descreve a tendência editorial do veículo — não a veracidade do que ele publica, nem a opinião de cada jornalista.

Linha editorial declarada

Quando o próprio veículo assume uma posição — na fundação, no estatuto ou em editoriais —, é ela que define o rótulo. É o caso mais firme, e a lista abaixo marca esses veículos como “linha editorial declarada”.

Padrão de cobertura

Quando não há posição declarada, o rótulo vem de quais pautas o veículo prioriza, quem ele cita como fonte e como enquadra os mesmos fatos. É inferência, e está marcada como tal — “inferida da cobertura”.

Alcance, à parte do espectro

Separamos veículos de referência nacional dos de nicho ou regionais. Isso não é juízo de qualidade e não altera o rótulo de espectro: serve para dar peso à formação de um evento, evitando que uma pauta de um único site vire “assunto do país”.

Os limites desta classificação

  • O rótulo é do veículo, não da matéria. Um jornal de centro-direita publica reportagens que contrariam a própria linha, e isso é normal.
  • Esquerda e direita é um eixo importado e insuficiente para o Brasil. Governo e oposição costumam explicar melhor a diferença de cobertura, e esse eixo ainda não existe aqui.
  • A classificação é nossa, e não de avaliadores independentes. Por isso publicamos o critério e o grau de confiança de cada rótulo, em vez de pedir que você acredite.
  • A base é desequilibrada por alcance. No total de veículos ela é equilibrada — 14 à esquerda e 11 à direita —, mas entre os de referência nacional a proporção se inverte: 2 à esquerda e 5 à direita, e nenhum deles é de esquerda propriamente dita. Como veículo de maior alcance pauta mais o noticiário, a cobertura da esquerda tende a aparecer mais tarde e em menos eventos, e isso é característica da nossa base, não dos fatos.

Os veículos monitorados

A lista completa, com o critério que levou a cada rótulo. Os gráficos do site agrupam esquerda e centro-esquerda em “Esquerda”, e centro-direita e direita em “Direita”.

esquerda

9 veículos
  • Nicho ou regional · inferida da cobertura

    Agência de jornalismo investigativo sem fins lucrativos. Foco em direitos humanos, meio ambiente, abuso de poder e transparência. Enquadramento de causas progressistas. Premiada internacionalmente.

  • Nicho ou regional · linha editorial declarada

    Portal digital de esquerda fundado em 2011 por Leonardo Attuch. Linha editorial de defesa aberta do PT e de Lula, crítica sistemática ao mercado financeiro, ao STF em pautas de lava-jato e à imprensa tradicional. Alto volume de opinião. Citado no paper Alves & Albuquerque (2024) como a fonte mais recorrente da Blogosfera Progressista (22% dos tweets da categoria de baixa insularidade).

  • Nicho ou regional · linha editorial declarada

    Veículo fundado por movimentos sociais (MST, CUT). Linha editorial explicitamente progressista. Cobertura focada em direitos sociais, movimentos populares e crítica ao agronegócio e mercado financeiro.

  • Nicho ou regional · linha editorial declarada

    Portal fundado em 2013 por Paulo Nogueira. Segunda fonte mais citada da Blogosfera Progressista no paper Alves & Albuquerque (2024), com 18,9% dos tweets da categoria de baixa insularidade. Linha editorial declaradamente de esquerda e crítica ao mercado financeiro e à direita. Confirmado ativo com publicações recentes (2026). RSS não testado — verificar antes de ativar.

  • Nicho ou regional · inferida da cobertura

    Publicação de esquerda intelectual/socialista fundada por Antônio Martins, ativa há mais de uma década. Cobertura de política, economia heterodoxa, meio ambiente e movimentos sociais, com forte presença de artigos de opinião e análise. Modelo sustentado por apoio/doação de leitores. Confirmado ativo (conteúdo recente localizado). RSS não testado — verificar antes de ativar.

  • Nicho ou regional · linha editorial declarada

    Publicação de esquerda com forte presença digital. Pauta de direitos humanos, antirracismo, LGBTQIA+ e crítica ao bolsonarismo. Tom combativo e militante.

  • Nicho ou regional · linha editorial declarada

    Jornalismo investigativo com foco em denúncias institucionais, vigilância, direitos civis e poder. Linha editorial crítica a governos e corporações, com enquadramento progressista. Conhecido pela Vaza Jato.

  • Nicho ou regional · inferida da cobertura

    Sucessora direta da Rede Brasil Atual (RBA), que foi descontinuada como site próprio e se fundiu à Rede TVT em 2024. Mantém a mesma base sindical (CUT, Sindicato dos Bancários de São Paulo, Sindicato dos Metalúrgicos do ABC) e a mesma linha editorial voltada a pautas trabalhistas e de movimentos populares. Se a lista antiga já tivesse a Rede Brasil Atual cadastrada, ela precisaria ser atualizada para este novo endereço — não é o caso aqui, é uma adição nova. RSS não testado — verificar antes de ativar.

  • Nicho ou regional · inferida da cobertura

    Jornalismo investigativo especializado em segurança pública, sistema prisional, violência policial e direitos humanos. Pauta progressista clara, com foco em crítica ao encarceramento em massa e à letalidade policial. Menos generalista que os demais veículos de esquerda da lista. RSS não testado — verificar antes de ativar.

centro-esquerda

4 veículos
  • Referência nacional · inferida da cobertura

    Principal jornal de circulação nacional. Historicamente liberal-progressista no espectro político-econômico. Crítico ao bolsonarismo, favorável a pautas sociais. Conselho editorial multipartidário mas com inclinação centro-esquerda nas eleições recentes (2022: apoio implícito a Lula).

  • Referência nacional · inferida da cobertura

    Fundado em 2015 por Paula Miraglia, Renata Rizzi e Conrado Corsalette. Jornalismo explicativo e de contextualização, sem publicidade (modelo por assinatura). Premiado pela Online News Association em 2017. Enquadramento editorial mais analítico que militante, mas historicamente crítico ao bolsonarismo.

  • Nicho ou regional · linha editorial declarada

    Instituto Conhecimento Liberta, de Eduardo Moreira. Jornalismo com viés progressista e foco em economia heterodoxa, desigualdade e crítica ao rentismo. Menos partidário que Brasil 247, mais analítico.

  • Nicho ou regional · linha editorial declarada

    Fundado pelo jornalista Luis Nassif. Análise econômica e política com viés desenvolvimentista e crítica à ortodoxia liberal. Perfil mais analítico e menos noticioso.

centro

6 veículos
  • Referência nacional · inferida da cobertura

    Agência de notícias pública, vinculada à EBC (Empresa Brasil de Comunicação). Cobertura factual e institucional. Por ser estatal, pode refletir pauta do governo vigente, porém com caráter informativo e não opinativo. Tratada como fonte de referência factual.

  • Referência nacional · linha editorial declarada

    Serviço em português da BBC britânica. Jornalismo factual com padrões editoriais internacionais. Sem posicionamento político explícito no Brasil. Referência em checagem e objetividade.

  • Referência nacional · inferida da cobertura

    Licença da CNN americana. Cobertura de TV e digital. Linha editorial centrista. Apresenta diversidade de comentaristas políticos. Sem posicionamento editorial explícito. Foco em factual e breaking news.

  • Referência nacional · inferida da cobertura

    Portal de notícias do Grupo Globo, maior conglomerado de mídia do Brasil. Cobertura ampla e com maior audiência nacional. Classificado como centro pelo alcance plural, mas criticado tanto pela esquerda (alinhamento histórico com elite) quanto pela direita (cobertura de questões sociais). Funciona como referência de agenda.

  • Referência nacional · linha editorial declarada

    Maior portal de conteúdo do país, do Grupo Folha. Cobertura factual ampla e alto volume. Colunismo plural cobrindo do progressismo ao liberalismo econômico.

  • Nicho ou regional · inferida da cobertura

    Portal especializado na cobertura do Congresso Nacional e política brasileira. Se autodeclara jornalístico independente e apartidário. Cobertura institucional focada em votações, tramitações e bastidores do Legislativo. RSS não testado — verificar antes de ativar.

centro-direita

6 veículos
  • Referência nacional · linha editorial declarada

    O Estado de S. Paulo, fundado em 1875. Historicamente liberal-conservador no sentido econômico. Crítico ao PT e ao governo Lula. Linha editorial pró-mercado e reformas fiscais. Conselho editorial consistentemente à direita do centro nas eleições. Feed da seção Brasil validado (20 itens, atualizado). Volume baixo por ser feed de seção.

    Feed trocado da seção 'geral' (respondia 200 com itens de 2015) para 'politica'.

  • Referência nacional · inferida da cobertura

    Portal digital de Brasília com expansão nacional, hoje um dos maiores portais de notícias do Brasil em audiência. Forte em factual e entretenimento, mas com linha editorial que tende ao centro-direita na cobertura política.

  • Referência nacional · inferida da cobertura

    Maior jornal do Rio de Janeiro e um dos maiores do país (Grupo Globo), fundado em 1925. O paper Alves & Albuquerque (2024) o classifica como 'interpartidário' (baixa insularidade, citado por vários espectros no Twitter), mas a Wikipedia descreve o alinhamento histórico do jornal como conservador e de liberalismo econômico desde a ditadura militar, com o próprio veículo reconhecendo em editorial de 2013 que seu apoio ao golpe de 1964 foi um erro. Lacuna grande na lista anterior por ser o 2º maior jornal do país. RSS não testado neste momento — verificar antes de ativar.

  • Referência nacional · linha editorial declarada

    Maior revista semanal de informação do Brasil (Grupo Abril). Linha editorial consistentemente crítica ao PT e ao governo Lula. Pró-mercado e reformas liberais. Reconhecida como referência do centro-direita brasileiro há décadas.

  • Nicho ou regional · linha editorial declarada

    Fundado por Mario Sabino e Diogo Mainardi. Antipetista e liberal na economia, mas também crítico ao bolsonarismo — o que o coloca na centro-direita e não na direita. Foco em bastidores de Brasília. O paper Alves & Albuquerque (2024) confirma: apesar de linha editorial 'advocatícia', é a fonte mais citada da categoria interpartidária (17,9%), circulando entre simpatizantes de vários partidos, inclusive esquerda.

  • Nicho ou regional · inferida da cobertura

    Portal de jornalismo político fundado por Fernando Rodrigues. Foco em Brasília, política e poder. Linha editorial independente mas com inclinação liberal-conservadora. Crítico ao PT com base em critérios de mercado e governança.

direita

5 veículos
  • Referência nacional · inferida da cobertura

    Substituiu Jornal da Cidade Online nesta lista por maior relevância editorial. Revista semanal fundada em 1976, histórica concorrente da Veja. Atualmente operada pela ISTOÉ PUBLICAÇÕES LTDA, portal digital independente e sem vinculação societária com a antiga Editora Três (em recuperação judicial) — checar se a linha editorial mudou de mãos/orientação desde a separação. Site em WordPress, então /feed/ deve funcionar, mas o endpoint não foi testado diretamente.

  • Nicho ou regional · linha editorial declarada

    Jornal paranaense que pivotou para digital e conservador após 2017. Linha editorial declaradamente conservadora e liberal-econômica. Crítico sistemático ao PT, ao STF e ao progressismo. Referência da direita brasileira no digital. Vinculado ao Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCom). Feed /rss/ultimas-noticias/ retornava 404 e /feed/rss/ dá 403 (Cloudflare); republica.xml responde 200 com 73 itens.

  • Nicho ou regional · linha editorial declarada

    Rádio e portal de notícias com forte viés conservador. Apoio declarado a Bolsonaro nas eleições de 2018 e 2022. Programação com comentaristas de direita (Os Pingos nos Is, Pânico). Autuada pelo TSE por desequilíbrio editorial em 2022.

  • Nicho ou regional · linha editorial declarada

    Portal conservador ligado ao público evangélico. Pauta de costumes, forte alinhamento ao bolsonarismo e crítica ao STF e ao governo Lula. Alto volume de publicação.

  • Nicho ou regional · linha editorial declarada

    Revista digital lançada em 2019 com posicionamento explicitamente conservador. Foco em política, ideologia e cultura. Crítica ao progressismo, ao PT e ao STF. Financiada por assinantes com perfil de direita.

institucional

4 veículos

Imprensa de economia e mercado. Fica fora do cálculo de espectro e de ponto cego: a pauta é setorial, não posicional.

  • Referência nacional · inferida da cobertura

    Revista de negócios e economia, equivalente ao Valor Econômico/InfoMoney em perfil institucional. Sem posicionamento político-partidário explícito, cobertura técnica de mercado, empresas e macroeconomia. RSS não testado — verificar antes de ativar.

  • Referência nacional · linha editorial declarada

    Jornal de negócios e economia do Grupo Globo. Cobertura técnica e factual de mercados, empresas, finanças e política econômica. Sem posicionamento político explícito. Leitores majoritariamente do setor financeiro e empresarial. Referência para cobertura econômica.

  • Nicho ou regional · linha editorial declarada

    Portal especializado em finanças pessoais, investimentos e economia. Propriedade do BTG Pactual. Cobertura técnica sem posicionamento político explícito. Foco em mercado financeiro, ações e renda fixa.

  • Nicho ou regional · classificação incerta

    Portal de mercado financeiro e investimentos, cobertura técnica sem posicionamento político-partidário explícito. RSS não testado — verificar antes de ativar.

checagem

1 veículo

Agências de checagem de fatos. Também ficam fora do espectro, por outro motivo: elas afirmam algo sobre a veracidade de uma alegação, não sobre o enquadramento político do evento. Contá-las como “centro” diria que o centro noticiou o assunto, o que não é verdade — e esconderia pontos cegos reais.

  • Referência nacional · linha editorial declarada

    Pioneira em fact-checking no Brasil, hoje parte do Grupo Folha/UOL. Mesma observação da Aos Fatos: não é veículo opinativo, tratar como categoria própria em vez de posição no espectro político. RSS não testado — verificar antes de ativar.

Fora do ar no momento

Veículos que fazem parte do monitoramento mas cujo feed parou de responder. Enquanto estiverem assim, a cobertura do campo a que pertencem fica sub-representada nos gráficos.

  • CartaCapitalfora do ar

    Nicho ou regional · linha editorial declarada

    Revista semanal com linha editorial declaradamente progressista. Crítica sistemática ao neoliberalismo e ao mercado financeiro. Apoio às pautas do PT e movimentos sociais. Fundada em 1993 por Mino Carta.

    DESATIVADA: feed retorna HTTP 403 (Cloudflare) mesmo com User-Agent de browser. Reativar se o bloqueio cair.

  • El País Brasilfora do ar

    Nicho ou regional · inferida da cobertura

    Edição brasileira do jornal espanhol El País. Cobertura internacional de qualidade com enquadramento liberal-progressista, similar à matriz europeia. Favorável a pautas de direitos humanos e democracia.

    Inativa: feed retorna HTTP 404.

  • Revista Piauífora do ar

    Nicho ou regional · inferida da cobertura

    Revista mensal de jornalismo literário e investigativo criada por João Moreira Salles em 2006, distribuída pelo Grupo Folha. Perfil analítico e de reportagem longa, historicamente crítico ao bolsonarismo, mas sem militância partidária direta. RSS não testado — verificar antes de ativar.

  • Reuters Brasilfora do ar

    Referência nacional · linha editorial declarada

    Bureau brasileiro da agência de notícias global Reuters. Jornalismo de agência, factual e neutro por definição editorial. Padrões editoriais internacionais rigorosos. Forte em economia e política.

    Inativa: feed retorna HTTP 401 (passou a exigir autenticação).

  • Referência nacional · linha editorial declarada

    Principal jornal de Brasília, fundado em 1960, pertencente aos Diários Associados. Forte cobertura do Executivo, Legislativo e Judiciário federal — referência para acompanhamento político-institucional, com linha historicamente liberal-conservadora. RSS confirmado ativo por múltiplas fontes de agregadores terceiros.

    Inativa: feed responde 200 mas o item mais recente tem 894 dias — pior que 404, porque nunca dispara a desativação automática.

  • R7 (Record)fora do ar

    Referência nacional · inferida da cobertura

    Portal de notícias da Rede Record (Radio e Televisão Record S.A.). O paper Alves & Albuquerque (2024) posiciona R7 no cluster ideológico de direita (Figura 2), apesar de aparecer como 'interpartidário' (baixa insularidade, 1,6%) na Tabela 2 de audiência no Twitter — ou seja, tem alcance amplo mas linha editorial mais próxima da direita segundo a análise de cluster.

    Inativa: feed retorna HTTP 404 em todas as variantes testadas.

  • Terça Livrefora do ar

    Nicho ou regional · linha editorial declarada

    Canal/portal fundado por Allan dos Santos, citado no cluster de direita do paper Alves & Albuquerque (2024). Histórico de suspensão de contas em redes sociais por decisões da Polícia Federal/STF (inquérito das Fake News) e reversão judicial de banimentos. Confirmado ativo. Recomenda-se checar política de conteúdo antes de incluir. RSS não testado — verificar antes de ativar.

    Inativa: domínio não resolve (ConnectError).

  • Aos Fatosfora do ar

    Referência nacional · linha editorial declarada

    Agência de fact-checking, referência nacional em checagem de desinformação. Não é veículo opinativo — não deveria concorrer na mesma escala esquerda/direita dos demais; útil como fonte cruzada de verificação. Se o schema não suporta a categoria 'checagem', recomenda-se criá-la em vez de forçar um bias_label político. RSS não testado — verificar antes de ativar.

    Inativa: feed retorna HTTP 404; /noticias/feed/ responde 200 mas sem entradas.

O que é escrito por inteligência artificial

Parte do que você lê na página de um evento não é jornalismo nosso nem texto dos veículos: é resumo automático. Vale saber exatamente qual parte.

Resumo neutro

Duas ou três frases sobre o que aconteceu, escritas por um modelo de linguagem a partir das matérias do evento. A seleção é equilibrada entre os campos presentes, para que o resumo não saia do ponto de vista de um lado só.

O que cada lado diz

A síntese do enquadramento de cada campo, feita a partir das matérias daquele campo. É um resumo do conjunto — nenhuma frase ali é citação de um veículo específico, e por isso não creditamos a nenhum.

Divergência ou convergência

Uma frase sobre o principal ponto de discordância. Quando os lados noticiaram o mesmo fato da mesma forma — o que é comum —, o sistema diz que não houve divergência, em vez de inventar uma.

O que isso pode errar

  • O texto automático pode generalizar, suavizar ou trocar a ênfase de uma cobertura.
  • Quando matérias sobre assuntos diferentes acabam agrupadas no mesmo evento, o resumo herda a mistura e pode descrever algo que nenhuma delas diz.
  • Nada disso é checagem de fatos. O sistema descreve como o assunto foi noticiado, não se o que foi noticiado é verdade.

Por isso a lista de matérias originais fica sempre no fim da página do evento, com link para cada veículo. O texto automático é um atalho de leitura — a fonte é a matéria.

Correções e contestação

Classificar veículo é decisão editorial, e decisão editorial precisa ser contestável.

Se você — leitor ou veículo — considera que uma classificação está errada, escreva para contato@pontocego.news. Diga qual veículo, qual rótulo você considera adequado e por quê. Argumento baseado em cobertura publicada tem prioridade sobre percepção.

O mesmo vale para erro em resumo, em contraste de narrativas ou para matérias agrupadas como se fossem o mesmo evento sem serem. Esses casos ajudam a corrigir o sistema, não só aquele item.

Quando uma classificação muda, a mudança passa a valer para os eventos novos. Os gráficos já publicados refletem o critério vigente quando foram gerados.

Em resumo

Pense no pontocego.news como um mapa de cobertura: ele mostra quais assuntos estão aparecendo, quem está falando sobre eles e onde pode existir uma lacuna na sua dieta de informação.